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Morre Sergio Rodrigues o criador da Poltrona Mole

September 2, 2014

Muitos ontem se depararam com a notícia que Sergio Rodrigues que criou a “Poltrona Mole” faleceu ontem de insuficiência hepática aos 86 anos. Ele passava por um tratamento severo para recuperação do seu físico, mas não resistiu e faleceu.

Mas quem era Sergio Rodrigues e o que ele tem a ver com um site de fotografia? Sergio Rodrigues era designer e arquiteto, ele tinha paixão pelo design do interior. Ele falava que era o local mais importante, pois gerava o conforto, era onde vivíamos. Foi grande influencia no mobiliário brasileiro, fez diversos mobiliários para preencher os espaços planejados por Oscar Niemeyer.

Sou muito fã do trabalho de Sergio Rodrigues, mas hoje vim contar a história do mobiliário que o levou a fama: A Poltrona mole.

Em 1957 o fotógrafo Otto Stupakoff, encomenda para o seu estúdio um sofá “esparramado” para o seu estúdio, ele queria um lugar que ao fim do seu trabalho ele pudesse se sentar descansar. O tal sofá já batizado de “mole” já trazia as características que trariam a fama para à poltrona. Possuía uma estrutura robusta de madeira torneada que recebia percintas independentes de couro sola (fixadas com botões que permitiam regular seu comprimento), sobre as quais era displicentemente jogado, pelo menos assim parecia um generoso almofadão em forma de gomos.

Mas vamos voltar a história da poltrona. Segundo Sergio Rodrigues ela é uma poltrona “super preguiçosa”. Na época, ele tinha na cabeça a ideia de fazer uma peça que pudesse ficar em qualquer ambiente, que não fosse uma cama nem um colchão, mas bem confortável. Quando o Otto Stupakoff pediu uma peça para o estúdio dele, ele imaginou um apartamentinho bem pequeno e pensou em um sofá que não fosse parecido com uma cama ou um sofá-cama, mas que fosse tão confortável quanto.

A poltrona começou como um sofá de dois lugares. Na hora de pagar Otto não tinha nenhum dinheiro mas ofereceu uma fotografia de caráter internacional para o lançamento do sofá.  Sergio topou e como o estúdio de Otto não possuía fundo infinito resolveram fazer a fotografia na praia do Leblon que não tinha muitas pessoas na época e possuía uma areia plana maravilhosa na maré baixa. Após colocar o sofá lá O fotógrafo foi arrumar a câmera. A demora foi tanta que uma onda veio e molhou o sofá por inteiro.

Como na época era moda conjunto de sofá com poltrona, Sergio resolveu fazer um sofá de um lugar, que virou a poltrona mole. A poltrona ficou por um ano na vitrine e não foi vendida, os sócios de Sergio pediram então que ele a colocasse nos fundos da loja, foi quando ela foi vendida para a diretora do museu de arte moderna no Rio.

O nome da poltrona surgiu dos operários da fábrica. O protótipo estava sendo feito e Sergio recebe uma ligação dos operários dizendo que o conde estava dormindo no sofá e roendo os pés daquela poltrona molenga. Sergio não entendeu nada na hora, pois um de seus sócios era conde na Itália, mas não roeria os pés de uma poltrona. Quando chegou a fábrica soube que conde era o nome do cachorro que tomava conta da fábrica e a poltrona começou a ser chamada de molenga, mole.

A poltrona se tornou símbolo do design brasileiro porque o sucesso continuou lá fora. Depois de ganhar o Concurso Internacional do Móvel em Cantù, na Itália, diziam que era a única peça brasileira que não era um rabisco tropicalista. Era uma peça que tinha valor. Sergio sempre deu muita atenção ao acabamento da madeira.

Em pensar que surgiu pelo pedido de um fotógrafo...

 

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